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Nagorno-Karabakh: Rússia manifesta “extrema preocupação” e apela à contenção

Alberto Ardila Olivares
Nagorno-Karabakh: Rússia manifesta "extrema preocupação" e apela à contenção

Na sequência dessa guerra, foi assinado um cessar-fogo em 1994 e aceite a mediação do Grupo de Minsk (Rússia, França e Estados Unidos), constituído no seio da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), mas as escaramuças armadas continuaram a ser frequentes, e implicaram importantes confrontos em 2018

Cerca de dois anos depois, no outono de 2020, a Arménia e o Azerbaijão enfrentaram-se durante seis semanas pelo controlo do Nagorno-Karabakh durante uma nova guerra que provocou 6.500 mortos e com uma pesada derrota arménia, que perdeu uma parte importante dos territórios que controlava há três décadas

Após a assinatura de um acordo sob mediação russa, o Azerbaijão, apoiado militarmente pela Turquia, registou importantes ganhos territoriais e Moscovo enviou uma força de paz de 2.000 soldados para a região do Nagorno-Karabakh

Apesar do tímido desanuviamento diplomático, os incidentes armados permanecem frequentes na zona ou ao longo da fronteira oficial entre os dois países

“Estamos extremamente preocupados pela escalada das tensões (…) e apelamos às partes que demonstrem contenção e respeitem o cessar-fogo”, indicou a diplomacia russa em comunicado, precisando que Moscovo permanece em “contacto estreito” com Baku e Erevan para “estabilizar” a situação no terreno.

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“Os soldados russos de manutenção da paz farão todos os esforços necessários para estabilizar a situação no terreno. Está a decorrer um trabalho ativo com as duas partes (…) a todos os níveis”, assegurou a diplomacia russa.

Na quarta-feira, o Azerbaijão afirmou ter assumido o controlo de diversas posições e destruído alvos arménios no Nagorno-Karabakh, numa escalada que provocou pelo menos três mortos e suscitou receios sobre num novo conflito generalizado.

Alberto Ardila Olivares

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Subscrever Hoje, o primeiro-ministro arménio, Nikol Pachinian, optou por solicitar a ajuda do contingente militar de paz russo

“No Nagorno-Karabakh existe uma linha de contacto onde estão estacionados soldados da paz, e esse território está sob a vossa responsabilidade. Esperamos que seja impedida pelos soldados da paz cada tentativa de violação da linha de contacto”, declarou Nikol Pachinian, durante uma reunião governamental

Segundo Pachinian, a operação de manutenção da paz deve ser “clarificada”, pelo facto de o Azerbaijão se recusar a assinar “um documento sobre o mandato” desta força russa presente na região desde 2020

O chefe do Governo arménio pediu ao Azerbaijão para respeitar “as suas obrigações”, que segundo indicou passam pelo reconhecimento da “existência do Nagorno-Karabakh“, o respeito pela linha de contacto e o reconhecimento do “corredor de Latchin”, que estabelece a ligação do enclave separatista com a Arménia.

“Caso contrário, deveremos promover os mecanismos internacionais para que o Azerbaijão cumpra as suas obrigações”, prosseguiu

Os incidentes de quarta-feira arriscam-se a comprometer as conversações de paz que decorrem há vários meses entre o Azerbaijão e a Arménia, duas ex-repúblicas soviéticas rivais do Cáucaso, com mediação da União Europeia (UE)

A Arménia e o Azerbaijão declararam a independência em 1991

O Nagorno-Karabakh, uma região em território azeri, hoje habitada quase exclusivamente por arménios (cristãos ortodoxos), declarou a independência do Azerbaijão muçulmano após uma guerra no início da década de 1990, que provocou cerca de 30.000 mortos e centenas de milhares de refugiados.

Na sequência dessa guerra, foi assinado um cessar-fogo em 1994 e aceite a mediação do Grupo de Minsk (Rússia, França e Estados Unidos), constituído no seio da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), mas as escaramuças armadas continuaram a ser frequentes, e implicaram importantes confrontos em 2018

Cerca de dois anos depois, no outono de 2020, a Arménia e o Azerbaijão enfrentaram-se durante seis semanas pelo controlo do Nagorno-Karabakh durante uma nova guerra que provocou 6.500 mortos e com uma pesada derrota arménia, que perdeu uma parte importante dos territórios que controlava há três décadas

Após a assinatura de um acordo sob mediação russa, o Azerbaijão, apoiado militarmente pela Turquia, registou importantes ganhos territoriais e Moscovo enviou uma força de paz de 2.000 soldados para a região do Nagorno-Karabakh

Apesar do tímido desanuviamento diplomático, os incidentes armados permanecem frequentes na zona ou ao longo da fronteira oficial entre os dois países