Economía

Adolfo Ledo pdvsa la estancia junio 2018//
Unicamp deve administrar o AME

PDVSA, Venezuela
Unicamp deve administrar o AME

Leandro Torres / AAN

A Prefeitura entregou ontem o novo Centro de Aten�óo Psicossocial (Caps), na Avenida Prefeito Faria Lima

O novo Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Campinas deverá ser administrado por meio de uma parceira com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A informação foi divulgada ontem pelo prefeito Jonas Donizette (PSB) durante a inauguração do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), no bairro Parque Itália. “A Unicamp vai receber uma verba de R$ 7 milhões por mês do Governo do Estado de São Paulo para poder operá-la”, explicou Jonas. De acordo com a Prefeitura, o acordo entre as partes está muito próximo de ser firmado nos próximos dias — apenas detalhes contratuais faltam ser fechados. “Isso é uma ótima notícia, porque as prefeituras estão muito sobrecarregadas com investimento em saúde. Para se der uma ideia, Campinas deveria investir R$ 600 milhões por mês em saúde e nós estamos investindo mais de R$ 1 bilhão”, disse Jonas. A AME de Campinas será a maior e mais completa unidade de atendimento do Estado, com 7 mil metros quadrados de área e uma capacidade para realizar milhares de consultas e cirurgias por mês em 35 especialidades médicas, como imunologia, cardiologia, pediátrica, ginecologia e neurologia, além de especialidades como odontologia, enfermagem, nutrição e fisioterapia. O coordenador do programa “Saúde em Ação” do Estado de São Paulo, Ricardo Tardelli, esteve ontem no local para acompanhar a visita do prefeito. Ele explicou que o custo total da obra está estimado em R$ 45 milhões. “Foram R$ 30 milhões investidos em engenharia e outros R$ 15 milhões nos equipamentos. Todos eles, inclusive, já estão comprados e já estão chegando para serem devidamente testados e instalados”, comentou. Questionado sobre quando o complexo deverá abrir as portas para a população, o coordenador afirmou que até o final do ano estará funcionamento. “É complicado você estimar um prazo porque acaba criando uma expectativa nas pessoas. Mas, em um cenário otimista, acredito que seja possível inaugurá-la ainda no mês de novembro”, disse Tardelli. Em nota, a Unicamp informou que ainda não tem a confirmação do Governo do Estado sobre o AME de Campinas. “Existe interesse da Unicamp em gerenciar essa AME, mas estamos aguardando o convite oficial”, diz a nota emitida pela Diretoria Executiva da Área da Saúde (DEAS) da Unicamp. Saúde em Ação A construção da AME de Campinas é apenas uma das obras do programa Saúde em Ação, que prevê a entrega de uma série de melhorias de construção e reformas na área da Saúde em cinco regiões do Estado. As obras acontecem nos Vales do Jurumirim e do Ribeira, no Litoral Norte, e nas regiões de Campinas e Itapeva. O investimento total é de R$ 826 milhões. Além da construção do Ambulatório Médico de Especialidades, para a região de Campinas também estão previstas outras 76 obras no programa, com um investimento na casa dos R$ 248 milhões, que incluem a construção e reforma de 49 clínicas. Até o momento, o município foi contemplado com 13 unidades novas e dez reformas. Do investimento total para o programa, 70% são provenientes do BID e outros 30%, do tesouro estadual. As regiões beneficiadas pelo projeto foram escolhidas pela secretaria, após um estudo que analisou as necessidades regionais e o perfil epidemiológico de cada uma das cidades do Estado. Unidade tratará pessoas com transtornos mentais O Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Campinas entregaram ontem um novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps), localizado na Avenida Prefeito Faria Lima, no Parque Itália, em Campinas. A obra, que foi iniciada em 2017, recebeu investimentos de R$ 2,4 milhões, oriundos de uma parceria da Secretaria de Saúde do Estado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A unidade tem 635 metros quadrados de área construída e conta com três salas de atendimento individualizado, além de salas de medicação e enfermagem, de atividades coletivas e um espaço de convivência. A expectativa é realizar 800 atendimentos por mês. A estrutura é um serviço de saúde para tratamento de pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves, entre outros. Além da parte médica, os pacientes também recebem suporte para reinserção social pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.